Óscar "Tacuara" Cardozo é o melhor avançado do Benfica dos últimos 20 anos. É necessário recuar à época 91/ 92 para encontrarmos a dupla Mats Magnusson - Sergei Yuran.
O Benfica é grande em tudo e em todo o mundo, menos na inteligência futebolística do seu 3º anel (ou pelo menos dos que falam mais alto). Aquele que é, só, o melhor avançado do Benfica dos últimos 20 anos é frequentemente alvo de críticas de alguns (so called) benfiquistas, que se esquecem que nestes 20 anos tivémos como pontas-de-lança de referência nomes como Hassan, Marcelo, Akwá, Gaston Taument, Porfírio, Sabry, Carlitos, Jankauskas, Sokota, Azar Karadas, Manduca, Kikin Fonseca, Yu Dabao, Makukula, Freddy Adu, Kardec, Éder Luís, Weldon, entre outros.
Cardozo foi 2 vezes melhor marcador da Liga.
Este ano na Liga e na Champions marcou 30% dos golos da equipa.
Marcou 23 golos em 2007/ 08, 20 em 2008/ 09, 46! em 2009/ 10, 28 em 2010/ 11 e mais 33 esta época.
Obrigado Cardozo, espero que fiques!
ELE MARCA UM,
ELE MARCA DOIS,
ELE MARCA TRÊS E NÓS CANTAMOS OUTRA VEZ,
TENHAM CUIDADO
ELE É PERIGOSO
ELE É O
OSCAR
TACUARA
CARDOZO!
Quando finalmente se começa a reconhecer os resultados do caminho que Portugal optou (ou foi forçado a aceitar), como é exemplo este artigo do Enonomist, surge a vitória de Hollande e os socialistas sem ideias começam a sair da toca e a gritar "crescimento", uma palavra desprovida de significado, sem nenhuma estratégia por trás.
O discuro do "crescimento" é redondo e enche a boca toda. Mas o que são políticas de crescimento? Dinheiro nas obras públicas para um TGV, um aeroporto e mais uma ponte? Subsídios para formação? Mais PAC?
Até pode haver uma excelente estratégia, mas é necessário que se diga qual é.
Uma política de crescimento, não é fazer o oposto da actual política de austeridade.
O inverso da política de austeridade é o legado das políticas "socialistas" (dos governos de todas as cores) praticadas nos últimos anos na Europa.
O problema é que apesar de estarmos no caminho correcto das reformas estruturais, ainda há muito a fazer (como se pode ver nas figuras do artigo, com dados do FMI). Vamos num caminho diferente da Grécia, mas o nosso ponto de partida não é tão diferente assim.
Desta vez, e até ao momento, os erros das anteriores vagas de "crescimento" ainda parecem ter uma solução com medidas de austeridade e remédios dolorosos. Mas a Europa, e sobretudo Portugal, não aguentam mais uma vaga de despesismo e um alargamento do estado e das suas gorduras.
Mesmo indo em frente agora, não sabemos se chegamos à costa. Se voltarmos atrás, a próxima vaga que nos apanhar será muito maior (e.g. saída do Euro e consequente desvalorização dos nossos activos) e vai nos levar mais fundo, durante muito mais tempo... ...e novamente os socialistas vão querer crescimento, mas nessa altura o ponto onde estamos hoje vai parecer uma miragem.
...em que os vírus informáticos só atacavam em sextas-feiras 13.
Agora é uma balda.
É normal – ou pelo menos era quando a internet se começou a vulgarizar no final dos anos 80 principio dos 90 – que as polícias dos vários países fossem buscar hackers para os ajudar a combater os crimes de fraude “cibernético”. Fazia sentido, os hackers eram tipos extremamente bem preparados, com conhecimentos e capacidades acima da média, e “pensavam” como hackers, ou seja, a ideia era colocar atrás dos criminosos alguém que pensasse como eles.
Ora imagino que este seja mais ou menos o racional que levou à escolha de Manuel Frexes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, para administrador das Águas de Portugal. De facto, um dos principais problemas das Águas de Portugal prende-se com as dívidas que as autarquias teimam em não pagar. E quem melhor que um grande caloteiro – só a câmara do Fundão deve mais de 7 milhões de euros à AdP – para saber como pensam os outros caloteiros e tentar fazer com que estes paguem as dívidas. Passos Coelho mandou nomear Manuel Frexes para que este faça de cobrador do fraque, porque Manuel Frexes já esteve do lado dos “perseguidos” pelo cobrador e saberá melhor que ninguém antecipar os “truques de fuga” dos caloteiros como ele.
Nota de pé de página: Também pode ser que se trate de um favor político. Pode ser. Mas Passos Coelho prometeu que não ia para o governo para dar emprego aos amigos e como toda a gente sabe a mentira era um exclusivo do Sócrates.
também publicado no Câmara de Comuns
Já gastei o meu latim de tanto protestar contra os facínoras que compõem a maioria da (falta de) classe jornalística, mas por vezes saio da cama a pensar que "qualquer dia mais alguém se vai indignar comigo e finalmente vamos fazer uma manifestação relevante no Rossio, hoje é o dia".
Hoje acordei com a “notícia” que o Sporting “forrou acesso a balneário com imagens que exaltam violência” que retratam adeptos “numa pose que sugere uma saudação fascista”. É uma abjecta palermice considerar que alguém que está de braço estendido na bola é nazi… …quantas vezes na bola bato e estico os braços alternadamente? (existem nazis nas claques, mas não existem nazis numa fotografia colocada a forrar um balneário).
Mas o melhor é que só após 2 resumos é que finalmente veio a notícia onde, no final e claramente sem o mesmo ênfase, se acrescentava que já 20(!?!?!?!) equipas jogaram em Alvalade com as MESMAS fotografias na parede e só agora surgiu a polémica…
Mais (outra), outra das notícias de abertura era “Governo corta 15 mil pensões”. Outra vez para se perceber apenas no fim da notícia que nesses 15 mil casos os pensionistas acumulavam pensões, o que vai contra uma lei de 2007 que não estava a ser aplicada.
Posso continuar com muitos exemplos do que é um “jornalismo” guiado por interesses e que desrespeita a mais básica ética e deontologia, sem confirmação de fontes nem a menor necessidade de dados ou factos, mas se os leitores não exigem qualquer rigor e são os primeiros a embarcarem na mesma onda e a papaguearem o que acabaram de ler, entro já em modo “fim-de-semana” e remeto para este artigo do DN. (VALE A PENA LER).
De qualquer forma, sei que ninguém vai para o Rossio comigo :)
Francisco Assis, Cavaco Silva e o precário equilíbrio da democracia [hoje no Público]:
‘Foi há nove meses apenas e, no entanto, parece que já passou uma eternidade. Aníbal Cavaco Silva transformou o momento da sua investidura presidencial no acto fundador de um novo ciclo político na vida nacional. Tudo se resumiu a um discurso proferido com solenidade e frieza. O seu conteúdo, de uma violência rara, não permitia a subsistência da mais leve dúvida - o Presidente da República não só deixara de confiar no Governo em funções como o nomeava publicamente como um objecto político pernicioso, que carecia de ser removido no mais curto espaço de tempo possível. Nas entrelinhas percebia-se uma animosidade inultrapassável em relação ao primeiro-ministro. Já dias antes, na hora da vitória, Cavaco trocara a celebração magnânima do sucesso pela proclamação irada do ajuste de contas. No Parlamento, no instante solene da tomada de posse, foi mais longe, afirmando-se como líder de oposição ao Governo do país. Aquelas palavras duras, secas, assassinas, não permitiam outra leitura Passou a haver um antes e um depois.
José Sócrates reagiu pacatamente, insinuando incompreensão das consequências de tão evidente declaração de guerra. Estou certo que compreendeu tudo, mas optou por colocar a a razão de Estado acima dos seus impulsos particulares. Este homem, agora tão impudicamente vilipendiado, soube, como poucos, permanecer acima dos acontecimentos sem tergiversar na obediência a uma ordem de prioridades que lhe parecia correcta. Por isso agiu dessa forma. Hoje estou convencido que fez mal. Dever-se-ia ter demitido nessa mesma noite, alegando a evidência daquela tarde. Não o fez pelas melhores razões institucionais, desvalorizando os pequenos cálculos eleitorais que são o horizonte de vida dos políticos medíocres. Nesta atitude houve uma grandeza que sobrelevará historicamente os pequenos gestos ofensivos em que se compraz uma certa miséria nacional. Não é isso que agora nos ocupa.A
ssumindo-se como chefe da oposição de facto, Cavaco condenava a oposição parlamentar à escolha entre o radicalismo ou a irrelevância. Pedro Passos Coelho, imbuído de um sentido de responsabilidade que deve ser lembrado, hesitou; o aparelho do PSD não teve dúvidas. Ao que consta, Marco António, não o romano, mas o de Gaia, assumiu-se como porta-voz de uma inquietação que mais não era do que a expressão do instinto de sobrevivência. A partir daí, o líder do PSD, sob pena de ser visto como um ser pusilânime e como tal imprestável para função exercida, só tinha um caminho a seguir - derrubar o Governo. O que fez na primeira oportunidade que lhe surgiu, contando, aliás, com a prestimosa ajuda da extrema-esquerda parlamentar. Com a rejeição do PEC IV estava consumado o acto iniciado no dia da investidura do Presidente da República. Um discurso derrubo o Governo de Portugal. Outros tempos se seguiriam.’
...se a besta que o sugere, se o inconsequente que o ouve.
Ministério Público abre inquérito a Otelo por sugerir golpe militar
Domingos disse sobre o Sporting: "Estamos a entrar na fase Cerelac e temos muito para crescer"
Bem me parecia que até agora o Sporting só tinha andado a mamar.
"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante,
vai ser diferente."
Carlos Drummond de Andrade
…que o líder partidário que fez da ameaça separatista uma bandeira sempre pronta a atirar contra o Terreiro do Paço, seja ele mesmo o responsável pela maior perda de autonomia que os Madeirense alguma vez viveram após o 25 de Abril.

1 - Kim Jong-Il morreu (sábado)
2 - O povo chora a sua morte
North Koreans weeping hysterically over the death of Kim Jong-il
3 - O PCP também
PCP expressa condolências ao povo norte-coreano
4 - A Vox populi faz-se ouvir
Enquanto no ensino público a palavra de ordem é cortar e aumentar o número de alunos por turma – agora podem ser 30, querem-nos fazer acreditar que a dimensão das turmas não influencia a qualidade da aprendizagem – para com os privados a atitude do Governo é outra.
Mesmo em tempo de aperto, aumenta-se a comparticipação do Estado às escolas privadas e garante-se o seu financiamento mesmo a turmas com um mínimo de 12 alunos – o anterior governo tinha definido o limite de 20 para esse efeito.
Alguém escreveu há dias num blog qualquer, que em política o que parece é. E de facto, neste caso, parece mesmo que o governo PSD –CDS está muitíssimo empenhado em dar cabo da escola pública em Portugal.
Nota: a respeito da política educativa deste governo, vale a pena ler aquele que até há poucos meses não podia abrir a boca sem provocar abundante salivação nalguma direita blogosférica (muitos, nos dias que correm, com belos cargos de assessoria no governo).
Também publicado no Câmara de Comuns
... este blog passa por isso a ser escrito a 6 mãos...
... 4 se considerarmos que o São Domingos não põe cá os pés vai para mais de 3 meses….

«[...] Escrevi o livro sobre os princípios orientadores da Educação... por incumbência de Passos Coelho. / Tirando três ou quatro frases plagiadas sem autorização e grosseiramente copiadas, o programa para a Educação é o contrário do que tinha proposto. / Há aqui alguma coisa que não conheço, é saber porque é que Pedro Passos Coelho andou durante quase um ano a falar comigo, concordando com tudo o que lhe ia propondo, e depois aparece um programa que não tem nada a ver com aquilo com que concordámos. / Não fui convidado para ser ministro. / Estou profundamente desiludido com o governo. / Sucedem-se as manifestações de desonestidade política. / Nuno Crato não está à altura do cargo, dá cambalhotas, começou o reinado como um autêntico palhaço... / Nuno Crato não sabe o que é uma escola, não conhece a realidade do sistema educativo. / Uma coisa é falarmos no Plano Inclinado, outra coisa é actuarmos. / O modelo de avaliação de professores é tecnicamente miserável e, do ponto de vista humano, kafkiano e monstruoso. / É mentira que tenha extinguido direcções-regionais. Anunciou a extinção para daqui a um ano, nomeando nesse dia nove directores-regionais e mantendo a estrutura como estava. / A subserviência do primeiro-ministro aos prestamistas era dispensável. / O primeiro-ministro revela impreparação... [...]»
Santana Castilho, ao Correio da Manhã
Via Da Literatura
Parece que o sistema de quotas na avaliação é para manter. Naturalmente. Qualquer modelo de avaliação que não tenha quotas está condenado ao fracasso. Parece também que a essência do modelo de avaliação anterior está também toda na versão do Crato - com alguns ajustes, mais ou menos de cosmética, mais ou menos relevantes. Claro que a comunicação social - cada vez mais mansa - passa por cima deste “pequeno pormenor”, e esquece-se dos deputados do CDS e PSD que em várias ocasiões rasgaram as vestes ao lado da Fenprof contra a “humilhação” e “indignidades” a que os professores estavam a ser sujeitos na altura do governo PS. Obviamente. Agora a música é outra. O pote mudou de mãos e consequentemente é necessário ajustar o discurso e as acções.
De qualquer forma isso são contas de um rosário que já lá vai.
O que interessa agora é que a avaliação se faça, e o meu desejo é que esse seja só o primeiro passo de uma mudança de mentalidades no ensino em Portugal. Que se dê mais autonomia pedagógica e de gestão às escolas. Que as contratações e dispensas de professores, por exemplo, sejam feitas directamente pelos directores e, porque não, com a colaboração dos pais.
Nesse dia, o Mário Nogueira tornar-se-á definitivamente uma figura irrelevante. E quer-me parecer que Portugal será um país mais livre.
Também publicado no Câmara de Comuns
Parece que afinal 6 meses de corridas na ponte Vasco da Gama à noite garantem melhor curriculo que o programa das Novas Oportunidades.

Aqui está o tamanho da dívida norte americana em notas de 100$ (à direita).
Nada mais nada menos que $114.500.000.000.000 (114 biliões europeus).
Como hoje é dia de festa apresento-vos a prova que o maior mito português, afinal não é um mito.
Aquele que é considerado o "monstro do Loch Ness", o "Yeti" ou o "Big Foot" nacional:
O "mictório" EXISTE!
Jovem procura emprego.
Sei falar Inglês e aguento bem a gravidade zero. Sei levantar e aterrar space shuttles. Estou habituado a almoçar e jantar comprimidos.
Obrigado pela foto Miguel.
Mais ou menos 28 mil por ano, 550 por semana, 75 por dia. Não é mau. Mas não dá para chegar a assessor do governo do Passos.
No meio disto tudo tivemos muita sorte.
Teresa Caeiro, uma loira de mão na anca
Mas o "caso Bairrão" não é suficientemente grave para dar origem a uma comissão parlamentar de inquérito?
Ou é só para "não enervar os mercados"?
Alguém que ajude o Ministro Nuno Crato a compreender que a sua lista de to do’s para os tempos mais próximos está descrita no ponto 1.8 do memorando de entendimento com a Troika.
“1.8 - Reduzir custos na área de educação, tendo em vista a poupança de 195 milhões de euros, através da racionalização da rede escolar criando agrupamentos escolares, diminuindo a necessidade de contratação de recursos humanos, centralizando os aprovisionamentos, e reduzindo e racionalizando as transferências para escolas privadas com contratos de associação.”
A partir daqui é começar a trabalhar. Ontem já era tarde...
“Não devemos recriminar as agências de rating”
Mister Silva, a 13/07/2010
Senhor Cavaco, a 6/7/2011, a recriminar uma agência de rating...
Levaram-me o Nuno Gomes, levaram o Angélico e agora levam-me o subsídio de férias.
No Expresso:
No Estatuto Editorial do Expresso
" (...)
8. O Expresso sabe (...) que a publicação insistente de determinados assuntos (...) poderia aumentar a venda de exemplares, mas recusa-se a alimentar qualquer tipo de sensacionalismo que ponha em perigo o jornalismo de qualidade que sempre pretendeu fazer. (...)"
“Passos Coelho é um homem de palavra pois manteve a sua promessa de levar Nobre a presidente da AR”. Grosso modo é este o sentido geral das declarações dos spins oficiais e oficiosos do PSD. Um ou outro mais delirante atreve-se mesmo a culpar a esquerda pela não eleição do presidente da AMI.
Claro que ao PSD dá jeito que se pense assim. Mas a verdade é outra.
Nobre foi um erro de Passos Coelho desde o primeiro minuto em que foi convidado. Não trouxe mais votos. Não alavancou nenhuma mensagem de “sensibilidade social” que servisse de contrapeso à matriz ideológica liberal com que o PSD se apresentou a votos. Basta pensar que depois da entrevista ao Expresso nunca mais ninguém lhe ouviu uma palavra. Nobre foi por isso um elemento neutro nestas eleições.
Apesar de tudo isto, desenganem-se aqueles que consideram que a não eleição de Nobre para presidente da AR é uma derrota de Passos Coelho ou do PSD. Daqui as umas semanas este episódio não passará de um fait divers que será lembrado de forma divertida para os lados da Lapa – “o dia em que nos livrámos de Nobre e ainda saímos por cima”. Já o presidente da AMI, por todo o seu passado, e apesar de alguma tentação narcisista, não merecia a desconsideração pública a que foi sujeito. A política nem sempre é uma coisa bonita.
também no Câmara de Comuns
É! Mas também é possível comer uma açorda alentejana sem coentros, não é?
Processar jornalistas só "revela tiques de autoritarismo" quando foi Sócrates a fazê-lo, certo?
Como é o Cavaco ninguém se indigna? Ninguém rasga as vestes?
Para memória futura fica aqui o que escreveu o jornalista da Sábado, sobre o (triste) discurso de vitória de Cavaco nas últimas eleições presidenciais.
"Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas".
Fui um grande admirador de Sócrates. Vi nele a determinação e coragem que Portugal precisava para dar à volta a um dos seus principais bloqueios – as corporações.
Foi também com Sócrates que o modelo de desenvolvimento económico do país começou a mudar: qualificação da população, investimento em tecnologia, exportação de capital intelectual, por oposição à produção a preços baixos, foram temas que o PS colocou na agenda, e que muito puxaram pelo país nestes últimos seis anos.
Mas a verdade é que Sócrates falhou claramente no combate às corporações.
Apesar da maioria absoluta, e sem o apoio do PSD, o PS foi recuando em muitas das medidas que podiam ter mudado o país para melhor – sendo a avaliação dos professores a mais paradigmática de todas.
Após os 2 primeiros anos de legislatura, o amor da comunicação social virou ódio, ao qual se juntou a contestação permanente na rua e um PSD altamente irresponsável na oposição.
A partir daqui o PS começou a ficar acossado, e o foco começou a ser a gestão de danos e a vitória nas eleições de 2009. O ruído que se gerou à volta do Freeport ou da Licenciatura - do qual Sócrates não se soube proteger ao ter escolhido dar o peito às balas - também não ajudou a que houvesse a clarividência necessária dentro do PS para que se corrigisse o caminho que estava a ser traçado.
Depois veio a crise financeira. E quanto a isso estou completamente convencido que fosse o PS ou outro partido qualquer que estivesse no poder, estaríamos hoje exactamente na mesma situação em que estamos – com o FMI à perna. É uma convicção que se baseia essencialmente na nossa condição de país periférico que se viu obrigado a reger-se pela mesma bitola dos que ditam as regras na UE. Quem faz provas de atletismo sabe bem que não se pode impor “pode decreto” a um atleta que tem um ritmo de 5 minutos por Km, que acompanhe aqueles que correm a 4 minutos por Km. O resultado é sempre o mesmo, acabando o mais lento com os “bofes de fora” a ficar cada vez mais para trás. Enfim, esta é uma teoria que ficará por provar. Talvez num universo paralelo seja possível.
A verdade é que o ciclo de Sócrates acabou ontem, com enorme dignidade e honra, algo que só os maluquinhos anti-Sócrates são incapazes de reconhecer. E para mim, para além das palavras de circunstância que ficam sempre bem nestes momentos, a frase da noite foi o desejo sincero que “Passos Coelho seja feliz à frente dos destinos de Portugal”. Sem ressentimentos. Sem amarguras. Apenas grandeza e sinceridade.
Viva Portugal!
Também publicado no Câmera de Comuns
“Os jornalistas feridos com vários golpes nas mãos e pés causados pelos vidros foram encaminhados para uma urgência hospitalar. O operador de imagem teve de levar pontos. Estão ambos livres de perigo.”
No site da TVI
Anunciado governo CDS - PSD (sim, por esta ordem)
Cantar Hino é sempre uma entrada com o pé direito.
Portas mostra no seu discurso porque é, sem sombra de dúvidas, um dos vencedores da noite.
CDS > (BE + PCP + PEV)
O BE passou a ser o partido dos dois táxis
Pede já o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Defesa e o Ministério do Mar, Ar e Terra (que faz lembrar o saudoso Captain Planet).
...o Sócrates já parece melhor do que foi.
Quase aos 50 anos Passos vai finalmente ter um emprego sem ser à conta do Ângelo Correia
Primeiro Miguel Relvas e agora Marco António Costa. No PSD só falam medíocres?
Só falta abri-lo
Onde diz APU leia-se CDU
Estes resultados são absolutamente normais considerando a situação que vivemos.
Se eu acho que Passos é homem para ser colocado nos cornos do toiro? Acho que não, mas temos de lhe dar o benefício da dúvida.
A CDU ganhou
Sócrates demite-se de Secretário Geral
Fechem portas!
O Relvas é feito de quê? Plástico ou silicone?
E fala por cima do Vieira da Silva
Pode ser que o PS tenha menos votos que o Santana
É acabar a noite depressa e ir embora.
...falhei a minha previsão para o CDS. Espero não falhar a do BE (na casa dos 5%)
Este Relvas é feito de quê? Plástico ou silicone?
Resultado muito fraco do PS
1 minuto
2 minutos
3 minutos
4 minutos
Li hoje no Expresso um texto de Roberto Carneiro (sem link) onde este desmonta um por um os argumentos bacocos daqueles que denigrem as Novas Oportunidades.
Considerando a relevância que o assunto tomou nas últimas semanas, seria da mais elementar “normalidade jornalística” que o texto tivesse – no mínimo – uma chamada de primeira página... Nada! Nem um destaquezinho. E mesmo a SIC, caixa de ressonância do Expresso aos fins-de-semana, ostracizou completamente o assunto.
A verdade é que nos últimos meses tornou-se demasiado claro que o Expresso tem uma agenda política . E não acho que isso constituísse qualquer tipo de problema, desde que houvesse a coragem de o assumir em termos editorais. Assim, é apenas tentar tomar os leitores por parvos. E eu, como não gosto de comer gato por lebre, enquanto as coisas não mudarem, vou deixar de comprar o bendito jornal.
Sempre são 12 euros que se poupam por mês, e ouvi dizer que temos todos de fazer sacrifícios…
também publicado no CdC
"Espero que o seu curso lhe sirva para alguma coisa".
Foi este o comentário mal educado, a roçar o ordinário, que Passos Coelho atirou a uma aluna das Novas Oportunidades, ontem, em Vila Real.
No entanto, em certa medida, tenho de dar alguma razão a Passos Coelho.
A formação escolar e o esforço nem sempre são o caminho mais fácil para se atingir o sucesso profissional.
Há o caminho alternativo: Entrar para a JSD aos 14 anos e arranjar um padrinho chamado Ângelo Correia.
Também publicado no Câmara de Comuns
Notícia de ontem do site da RTP: "Cerca de 30% dos portugueses sofrem de perturbações mentais".
Sondagem da semana passada divulgada na comunicação social: "Sócrates recolhe 30% da preferência de voto dos Portugueses"
(roubado d'algures)
O que é que ganha o PSD em reabrir neste momento a questão do aborto? Roubar votos ao CDS? Nesta altura do campeonato, e considerando as sondagens que temos visto, não será de alguma forma imprudente correr o risco de alienar o eleitorado do centro?
À fama de liberal na economia, será que Passos quer mesmo juntar a de conservador nos costumes?
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